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#O que acontece com o gesso que sobra na obra?

Autor: - Assunto: Novidades
publicado em: Jul 16, 2019

O que acontece com o gesso que sobra na obra?

Inicialmente classificado pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) como não reciclável, de acordo com resolução nº 307/2002, hoje, o gesso se tornou versátil em várias construções e reutilizável, o que o torna ainda mais bem-vindo nas edificações sustentáveis. O seu uso virou febre desde os anos 1990 e é aplicado em revestimento, placas e ornamentos de gesso fundido, chapas e para o tratamento de juntas. Hoje, o gesso se tornou grande aliado para a construção civil por ser um produto de fácil aplicação, moderno, durável e econômico.

Resolução Conama:

De acordo com o Conama, o gesso era um resíduo de classe C, pois, na visão do órgão, não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos dele. Mas, de 2002 pra cá, ano da criação desta regulamentação, muitas empresas veem estudando uma forma de reaproveitar este resíduo. Depois desses esforços, o Conama refez a classificação do gesso. Em 2011, altera a classificação do resíduo de Gesso da classe C para B, que representam aqueles que podem, então, ser reutilizados.

Dificuldades para seu reuso:

De acordo com o Sindicato da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o gesso apresenta, dentre os resíduos, o maior grau de dificuldade para ser gerenciado. Sendo assim, são poucas as empresas que buscam fazê-lo. E o principal motivo para isso é não ter informações suficientes para conseguir colocar o gesso em reuso.

Respostas:

De acordo com Associação Brasileira de Drywall, que lançou, em 2012, a publicação “Resíduos de Gesso na Construção Civil”, apresenta algumas respostas que poderão ajudar, e muito, àquelas empresas que ainda encontram resistência reutilizá-lo. Como em qualquer processo de reciclagem, o gesso também precisa ser separado dos outros resíduos, em local seco e fechado, impossibilitando que a umidade deteriore o produto. O transporte de resíduos deve obedecer a regras, diferentes para cada município, com documentação específica. Em São Paulo, por exemplo, além de ser cadastrado em órgão competentes, a documentação necessária para tal é emitida em 4 vias, cada uma destinada para cada competência. Sobre a destinação, em várias cidades brasileiras já funcionam Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs), licenciadas pelas respectivas prefeituras para receber resíduos de gesso, entre outros materiais. Estas áreas, depois de feita uma triagem para qualificar o resíduo, o gesso é homogeneizado e vendido para as empresas, principalmente cimenteiras, onde o gesso integra à produção de cimento.

Referências: [http://www.sindusconsp.com.br/envios/2012/informativo/residuos/residuos_construcao_civil_sp.pdf] [http://www.mma.gov.br/port/conama/] [http://www.sindusconsp.com.br/img/meioambiente/22.pdf]